espaço de encontro, partilha e discussão sobre artes gráficas, design gráfico, belas artes, malas artes e outras artes que tais...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
a beleza é fundamental
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Concurso de Ilustração
Está aberto o concurso de Ilustração Bertrand.
Mais informações e consulta do regulamento em: http://www.grupobertrandcirculo.com/noticias/concurso-leitores-de-todos-os-tamanhos/
Mais informações e consulta do regulamento em: http://www.grupobertrandcirculo.com/noticias/concurso-leitores-de-todos-os-tamanhos/
sábado, 4 de fevereiro de 2012
O Mito da Caverna – Platão
Imaginemos uma caverna
subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos são
aprisionados. As suas pernas e os seus pescoços estão algemados de tal modo que
são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente,
não podendo girar a cabeça, nem para trás, nem para os lados. A entrada da
caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo a que se possa, na
semiobscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provem de uma
imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior,
portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida um murete,
como se fosse a parte frontal de um palco de marionetas. Ao longo desse
murete-palco, homens transportam estatuetas de todo o tipo, com figuras de
seres humanos, animais e de todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da
posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergavam na parede do fundo da
caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as
próprias estatuetas, nem os homens que as transportavam
Como nunca viram outra coisa, os
prisioneiros imaginam que as sombras que observam, são as próprias coisas. Ou seja,
não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de
coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não
podem saber que veem porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que
toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, pergunta Platão,
se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado?
In “Convite à
Filosofia" de Marilena Chaui (Adaptação)
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